Em meio a um cenário nacional de alta abstenção nas eleições, Juiz de Fora se destacou por sua capacidade de mobilizar eleitores, apresentando as menores taxas de ausências nas urnas durante os dois turnos do pleito presidencial. Os dados, obtidos pelo g1 a partir do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), revelam que a cidade foi um dos principais colégios eleitorais da Zona da Mata e do Campo das Vertentes, mostrando um engajamento significativo da população.
Nos últimos dias, o g1 tem explorado diferentes aspectos da abstenção nas regiões, destacando como Juiz de Fora tem se comportado ao longo de 24 anos em relação a essa questão. Apesar da média de abstenção nos municípios com mais de 50 mil habitantes ser de 21,72%, a cidade conseguiu se destacar, apresentando uma diferença de 5,74 pontos percentuais em relação ao município com a maior taxa de abstenção.
Embora os números de Juiz de Fora sejam animadores, especialistas como a pesquisadora Alecilda Oliveira alertam para a importância de acompanhar essa tendência. Ela destaca que a abstenção pode ser um indicativo de um fenômeno mais amplo de desconfiança na política. “Esse dado pode sinalizar uma erosão da democracia participativa, algo que merece nossa atenção”, afirma. A falta de interesse pela política, segundo ela, vem se amplificando e pode ser um fator que desestimula a participação nas eleições.
A série de reportagens do g1 também trouxe à luz o perfil do eleitorado local e as mudanças nas atitudes em relação ao voto, incluindo o aumento de votos nulos e brancos nos últimos pleitos. A análise desses dados se torna crucial, especialmente em uma época em que se busca fortalecer a democracia e garantir que a voz da população seja ouvida.


