quinta-feira, 22/10/2026

19° Juiz de Fora Nublado · máx 22° mín 16°

Diário de Juiz de Fora

19° Juiz de Fora Nublado · máx 22° mín 16°

Após oito meses das enchentes, morador de Juiz de Fora busca recuperar veículo soterrado por destroços

Em Juiz de Fora, a memória da tragédia provocada pelas chuvas de fevereiro ainda persiste na vida de muitos moradores, como é o caso de Celso Fernandes, um eletricista de manutenção que luta para…

Compartilhe:

Em Juiz de Fora, a memória da tragédia provocada pelas chuvas de fevereiro ainda persiste na vida de muitos moradores, como é o caso de Celso Fernandes, um eletricista de manutenção que luta para recuperar seu carro, um Palio de 1997/98, que ficou pendurado entre os escombros. Oito meses após o desastre que deixou 66 mortos, Celso e sua esposa conseguiram escapar a tempo, mas a lembrança da perda da casa e de tudo o que tinham ainda o acompanha diariamente.

Recentemente, a Prefeitura anunciou que a Defesa Civil iniciará a demolição do que restou das casas na Rua Doutor Augusto Eckman, um passo crucial para a recuperação da área. Para Celso, essa ação representa uma oportunidade de, quem sabe, resgatar seu automóvel que permanece em uma posição precarizada. “A casa nós já perdemos, mas o carro, a gente sempre vê ali, na mesma situação. É um lembrete constante do que aconteceu”, compartilhou o morador.

A expectativa de Celso é que as máquinas utilizadas na demolição possam facilitar a retirada do veículo. Embora ele não tenha certeza se o carro ainda será funcional após esse tempo, a esperança de que um profissional consiga fazer uma rampa e resgatar o automóvel persiste. “Vale a pena tentar, né? Quem sabe conseguem tirar ele de lá”, ponderou.

Celso também se preocupa com a segurança e segue as orientações da Defesa Civil, que recomendou não tentar a retirada do carro por conta própria. “Eles disseram que é arriscado, pois pode haver deslizamento das lajes. Vamos aguardar a prefeitura iniciar os trabalhos”, explicou.

A saudade da casa e dos momentos vividos ali é palpável. “A gente se sente angustiado. Reformamos tudo, estava tudo novinho. A casa tremeu e, durante a chuva, saímos. Agradeço por estarmos vivos, mas a perda é difícil”, refletiu Celso, que agora se vê em um novo capítulo de sua vida, buscando reconstruir o que foi perdido.

A Prefeitura, em resposta a um questionamento, destacou que a área é de instabilidade geotécnica e que as demolições emergenciais são uma prioridade para garantir a segurança de todos. Somente após essas intervenções será possível avaliar a retirada do carro e de outros itens que ficaram presos nos escombros.