Em Juiz de Fora, um colégio que se estabeleceu há 25 anos se destaca nas listas de desempenho educacional do Brasil. O Colégio Apogeu conquistou o primeiro lugar na cidade, além de figurar entre as dez melhores instituições de Minas Gerais e as sessenta no país no ENEM. Para entender o que está por trás desse sucesso, conversamos com Ricardo Nunes, diretor-geral da escola, que destacou que o resultado é fruto de um esforço contínuo, que começa muito antes do Ensino Médio.
Ricardo enfatiza que a preparação para o ENEM não se inicia no último ano do Ensino Médio. “Ninguém começa a preparar um aluno para o ENEM na 3ª série do Ensino Médio. Esse resultado começa a ser construído muito antes”, afirma o diretor. Um dos pilares dessa construção é o projeto de leitura e escrita, que se inicia nos primeiros anos do Ensino Fundamental, buscando desenvolver habilidades essenciais como interpretação e argumentação.
Os alunos também são preparados para o exame por meio de simulados e avaliações que ajudam a identificar tanto dificuldades coletivas quanto individuais. Ricardo ressalta que não adianta apenas coletar dados; é preciso transformá-los em ações concretas que melhorem a aprendizagem. No entanto, ele acredita que a relação entre professor e aluno é o aspecto mais importante desse processo. “Quando o estudante encontra um professor que acredita nele, a relação com a aprendizagem muda”, explica.
Além de focar no desempenho em provas, o Colégio Apogeu busca oferecer uma formação integral. Ricardo defende que a preparação acadêmica deve ser acompanhada de atividades culturais e esportivas, promovendo uma formação que vai além da mera preparação para vestibulares. “O vestibular é uma porta, mas nossa responsabilidade é preparar os alunos para tudo o que encontrarão depois dela”, diz o diretor.
Ao atingir esse reconhecimento nacional, Ricardo Nunes destaca que por trás de cada conquista existem histórias de alunos, professores e famílias que caminharam juntos. Ele acredita que o desafio contínuo da escola é manter-se atualizada e inovadora, sem cair na armadilha da acomodação. “Educação não permite acomodação. O objetivo é transformar esse resultado em um ponto de partida para os próximos anos”, conclui.


