domingo, 18/10/2026

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Diário de Juiz de Fora

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Marília Campos, do Triângulo Mineiro, propõe ações para enfrentar o crime organizado e fortalecer o diálogo no Senado

A recente eleição de Marília Campos (PT) para o Senado representa um marco importante para Minas Gerais, especialmente considerando que ela recebeu quase quatro milhões de votos, o que corresponde a 19,44% dos votos…

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A recente eleição de Marília Campos (PT) para o Senado representa um marco importante para Minas Gerais, especialmente considerando que ela recebeu quase quatro milhões de votos, o que corresponde a 19,44% dos votos válidos. Natural de Ouro Branco, sua trajetória política começou no Triângulo Mineiro, onde se destacou no movimento estudantil, e depois conquistou a confiança da população de Contagem, onde foi vereadora e prefeita em quatro mandatos.

Em uma conversa franca com a TV Integração, Marília delineou suas prioridades e os desafios que pretende enfrentar durante seu mandato. Um dos temas centrais discutidos foi a dívida do estado com a União, que ultrapassa os R$ 187 bilhões. A senadora enfatizou a urgência de restabelecer o protagonismo de Minas no cenário político nacional e destacou a importância de buscar uma renegociação da dívida, além de propor medidas adicionais ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).

“Minas não precisa de um perdão de dívida, mas sim de reivindicações justas. O estado é responsável por 40% do superávit comercial do Brasil e tem grande potencial como exportador”, afirmou Marília, reforçando a relevância da contribuição mineira para a balança comercial nacional.

Outro ponto que gerou preocupação foi a segurança pública. Marília abordou a desarticulação nas políticas de segurança e a necessidade de uma integração mais eficaz entre União, estados e municípios. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que visa criar um Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), foi defendida por ela como essencial para combater facções e milícias, garantindo assim mais tranquilidade nas cidades mineiras.

Sobre o fenômeno das apostas e o endividamento da população, Marília se posicionou contra a regulamentação dos jogos, sugerindo que a extinção deles deve ser debatida novamente para devolver a paz às famílias. Além disso, expressou apoio ao programa Desenrola, que visa ajudar os brasileiros a renegociar suas dívidas.

Em relação à reforma do Judiciário, a senadora destacou a importância de estabelecer um código de ética para o Supremo Tribunal Federal, promovendo maior transparência e credibilidade. Ela também enfatizou que a infraestrutura é vital para o desenvolvimento regional, citando a necessidade de melhorias nas rodovias, como a BR-262, que conecta o Triângulo Mineiro à capital. “Empresários me relataram que é mais fácil ir a São Paulo do que a Belo Horizonte devido às condições das estradas”, lamentou.

Marília Campos, que possui um histórico de militância e liderança, reafirmou seu compromisso com o diálogo. “Não podemos transformar o Senado em um campo de batalha. Precisamos pacificar o país e dialogar com todos os setores produtivos, da indústria ao agronegócio, para que possamos avançar juntos”, concluiu, mostrando-se disposta a unir forças em prol do desenvolvimento de Minas Gerais.