sábado, 31/10/2026

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Diário de Juiz de Fora

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Mãe e filha enfrentam diagnóstico de câncer de mama em intervalo de 15 dias e compartilham força na luta

Uma história que poderia ser apenas um relato de dor se transformou em um relato de força e apoio entre mãe e filha. Waléria Capobiango, de 33 anos, começou a sentir uma fisgada no…

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Uma história que poderia ser apenas um relato de dor se transformou em um relato de força e apoio entre mãe e filha. Waléria Capobiango, de 33 anos, começou a sentir uma fisgada no seio e, após uma conversa com sua mãe, Maria Imaculada Ferraz, de 70 anos, decidiu deixar a mamografia para depois. A mãe, que já tinha um exame agendado, descobriu um câncer de mama e, em pouco tempo, Waléria também receberia um diagnóstico semelhante. Coincidentemente, ambas se viram na mesma luta em um intervalo de apenas 15 dias.

Moradoras de Guiricema e Visconde do Rio Branco, as duas mulheres passaram a compartilhar não apenas consultas e exames, mas também as angústias e a força necessária para enfrentar a realidade que se impôs em suas vidas. A história delas ganha ainda mais relevância no contexto do Outubro Rosa, um mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama. Para Waléria e Maria Imaculada, essa jornada trouxe desafios, mas também solidificou um laço que se revelou ainda mais forte durante o tratamento.

Quando Maria Imaculada recebeu seu diagnóstico, Waléria estava alheia ao que estava por vir. À medida que a mãe enfrentava as etapas do tratamento, acabava, sem querer, ajudando a filha a se preparar para o que estava por vir. “Ela ia na frente, como se estivesse abrindo o caminho para mim”, disse Waléria, ressaltando como a experiência da mãe tornou as suas próprias consultas um pouco menos assustadoras.

Porém, a notícia de que precisaria passar por quimioterapia foi um choque para Waléria, que acreditava que seu tratamento seria semelhante ao da mãe. “Eu entrei em pânico”, relembra. Foi nesse momento que a força de Maria Imaculada se fez ainda mais presente. “Minha mãe estava ao meu lado, me dando apoio. Pensei: ‘E agora?’. Era algo que eu ia enfrentar sem saber como seria”, contou.

O apoio entre elas se manifestou de maneiras sutis, mas poderosas. Ambas tentavam esconder suas tristezas para não sobrecarregar a outra. “Eu não ficava triste para ela não ficar triste, e ela também não fazia o mesmo por mim. Isso deixou tudo mais leve”, explica Waléria. Essa troca de apoio se intensificou durante os momentos mais difíceis, como quando Waléria precisou ser internada e sua mãe ficou ao seu lado, transmitindo a força que a filha precisava.

Enquanto enfrentava a quimioterapia, Waléria lidou com desafios inesperados, como a queda de cabelo. Para enfrentar esse momento, ela decidiu raspar a cabeça em uma reunião com amigos e familiares, tentando manter o bom humor. “Estava todo mundo chorando, mas eu estava rindo. Pensei: ‘Isso não vai me destruir’”, recorda. A experiência de Waléria se tornou um exemplo de força, e ela passou a compartilhar suas vivências nas redes sociais, inspirando outras mulheres a buscarem diagnósticos e a não desistirem.

A relação entre mãe e filha, que já era forte, se solidificou ainda mais. “Ela não soltou a minha mão um minuto, e eu também estive com ela em todas as consultas. O amor que sentimos uma pela outra é indescritível”, disse Waléria. Hoje, enquanto Maria Imaculada se recupera bem de sua cirurgia, Waléria ainda enfrenta o tratamento, mas ambas são unânimes ao destacar a importância de buscar ajuda médica ao notar mudanças no corpo. “Não ignore sinais diferentes. Se perceber algo, procure ajuda o mais rápido possível”, aconselha Maria Imaculada. Waléria completa: “Apoio faz toda a diferença. Ninguém precisa enfrentar isso sozinho”.